Olhando o horizonte, pensava... Logo eu existia...
Eram caminhos, extensões planas sem desdobramento no final. Seguido de uma música de um ritmo qualquer, quaisquer momentos a partir de um dado instante eram precisos, imprecisos eram somente os antecedentes do que sobrava e nada vinha de lugar algum...
Duas retas sempre se encontravam, assim como num triângulo, num vértice final. E nada se dissuadia de uma fantasia reinventada pela reflexão de uma criança e paulatinamente difundia pelo grande buraco negro humanizado.
Todavia, num próspero desespero enrijecido pelos monarcas da demência utópica da “comunização”, um forte olor de pavor surgirá e mantê-los-á distantes de qualquer subversiva psicose parida de seus narizes...
Num todo, o protesto alienígena humano passará a ocorrer sobre as tábuas hipocondríacas de pensamento do pensamento antigo e tido como real até os tempos modernos pós-abstratos de hoje - embora abstrair seja uma necessidade semi-primária até nas mentes mais fechadas.
Não condizente com certas coisas inconscientes, depara-se a contra teoria da macaca – teoria que diz que todos somos iguais perante o que quer que esteja acima da gente. Esta contra teoria, batizada de “Ensaio para Inteligência sem Negligência”, demonstra que o sonho igualitário é uma armação infindável para aqueles que não podem lutar lutarem pelos que podem menos ainda, algo como uma alienação para os sonhadores de mentira.
Admitindo-se o real, o irreal será apenas um caminho a seguir e possível de validar. Mas enquanto só irreal, pregado, é admitido, o real não suprirá as tendências irreais de existir...
Portanto, não siga um espelho leproso de valores intransponíveis que parece refletir a sua imagem, deixe-se ser refletido pelo espelho...
Por fim, olhando o horizonte eu existia logo pensava – e você?
Um blog para quem já tem muito o que fazer na internet. E também pra quem não tem. Um blog para muitos. Um blog para poucos.
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Nem eu sei um titulo pra isso aqui .-.
Lá distante, no longínquo horizonte, algo temia e oprimia a si... Esse se encontrava com tudo e o nada no mesmo lado - do outro, apenas o que lhe restava. Subjugado por juízes, difamado pelos relatadores de um antigo sistema falido, sonhado inconscientemente pelos que pensam que sabem a verdade, estava lá...
Não aludia a regras, iludia se sob domínio de si mesmo e assim arranjava a fugacidade necessária para arrematar o que não lhe era de direito. Difundia, em voz suave, o mundo irresoluto naquilo que devia ser deliberado e predominante – falho, não o queriam ouvir...
Surdos e bizarros perderam o princípio do verdadeiro segredo e seguem os primórdios do falso prelúdio mantido e temido. São, do mesmo modo, miúdos e parvos à fronte de vivência. Perdem uma guerra tola e clara, mas além de surdos, os burros, são cegos e medrosos – não têm coragem de pensar...
Hipnotizados por uma demência insistente, são melodramáticos e práticos insensatos daquilo que os destrói incansavelmente com a licença dos mesmos.
Dizem que têm atitude, mal sabem que realmente a tem e se a conhecessem realmente, não a teriam, se arrependeriam e se matariam...
Ousados, que ouçam e quebrem tal barreira enigmática da suas existências fúteis... Ou se matem tentando
Se perdem em sonhos, falta-lhes planos , não crescem e apenas enganam, assumam vocês ou se menosprezem como as larvas que os cercam e aprendam que ignóbeis, como vocês, não deve ter lugar nesse mundo...
Não aludia a regras, iludia se sob domínio de si mesmo e assim arranjava a fugacidade necessária para arrematar o que não lhe era de direito. Difundia, em voz suave, o mundo irresoluto naquilo que devia ser deliberado e predominante – falho, não o queriam ouvir...
Surdos e bizarros perderam o princípio do verdadeiro segredo e seguem os primórdios do falso prelúdio mantido e temido. São, do mesmo modo, miúdos e parvos à fronte de vivência. Perdem uma guerra tola e clara, mas além de surdos, os burros, são cegos e medrosos – não têm coragem de pensar...
Hipnotizados por uma demência insistente, são melodramáticos e práticos insensatos daquilo que os destrói incansavelmente com a licença dos mesmos.
Dizem que têm atitude, mal sabem que realmente a tem e se a conhecessem realmente, não a teriam, se arrependeriam e se matariam...
Ousados, que ouçam e quebrem tal barreira enigmática da suas existências fúteis... Ou se matem tentando
Se perdem em sonhos, falta-lhes planos , não crescem e apenas enganam, assumam vocês ou se menosprezem como as larvas que os cercam e aprendam que ignóbeis, como vocês, não deve ter lugar nesse mundo...
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Algo (muito pouco) baseado na música "Nowhere Man" dos Beatles
Um momento era tudo que eu precisava. Não sabia exatamente pra que.
Queria viver aquele momento diferente dos demais. Sem emoção. Sem razão. Sem nada que pudesse interferir com o Nada. Queria aquele momento branco(ou negro). Queria que fosse uma moldura de um quadro que não fora pintado ainda. O início ou o fim de uma ideia, mas não queria que fosse algo que estivesse no meio.
Podia ser claro, podia ser escuro. Só bastaria não ter mais nada lá. Queria poder enxergar nisso a beleza que talvez não exista ou a feiúra invisível aos olhos humanos.
Queria pegar as emoções e jogá-las no lixo; a razão, na privada e dar descarga. Queria estar fora desses padrões, não queria ser regido por nada que há neles. Não queria me sentir humano nem inumano.
Não queria ser eu, muito menos os outros. Nesse momento, queria ser ninguém no Nada. E talvez, assim, eu me tornasse parte de alguma coisa...
Queria ver nisso a imensidão na imensidão e continuar vendo além. Queria ouvir lá só os ruídos inaudíveis de tudo. Sentir as coisas insensíveis ao tato.
Queria estar lá e começar a pensar a partir de então. Viver como se não soubesse o que é a vida e a que fim ela leva. Queria começar a tirar conclusões a partir daquele então. Não queria coisa alguma que já veio programado desde quando nascemos, quando nos tornamos um ser, nada que aprendemos com o tudo. Queria apagar minha memória e formular todas a hipóteses possíveis pra uma coisa que ainda não é coisa alguma.
Queria esquecer o passado, nem sequer saber da existência do futuro. Fazer do presento o único tempo existente. Queria viver, naquele momento, só aquela minha existência.
Queria não ter sonhos, desfazer meus planos, sequer pensar nessas coisas. E começar a criar tudo para o nada. Concluir que “nada se cria, tudo se transforma” é a maior mentira já inventada, para assim compravar que a vida tem algum sentido e que pode nos levar a mais lugares além da incerteza.
E depois de formulada todas minhas hipótese e comprovado o que fosse preciso - mas só depois - voltar pra cá, como se nada tivesse acontecido...
O Homem (que queria ser) de Lugar Nenhum
Queria viver aquele momento diferente dos demais. Sem emoção. Sem razão. Sem nada que pudesse interferir com o Nada. Queria aquele momento branco(ou negro). Queria que fosse uma moldura de um quadro que não fora pintado ainda. O início ou o fim de uma ideia, mas não queria que fosse algo que estivesse no meio.
Podia ser claro, podia ser escuro. Só bastaria não ter mais nada lá. Queria poder enxergar nisso a beleza que talvez não exista ou a feiúra invisível aos olhos humanos.
Queria pegar as emoções e jogá-las no lixo; a razão, na privada e dar descarga. Queria estar fora desses padrões, não queria ser regido por nada que há neles. Não queria me sentir humano nem inumano.
Não queria ser eu, muito menos os outros. Nesse momento, queria ser ninguém no Nada. E talvez, assim, eu me tornasse parte de alguma coisa...
Queria ver nisso a imensidão na imensidão e continuar vendo além. Queria ouvir lá só os ruídos inaudíveis de tudo. Sentir as coisas insensíveis ao tato.
Queria estar lá e começar a pensar a partir de então. Viver como se não soubesse o que é a vida e a que fim ela leva. Queria começar a tirar conclusões a partir daquele então. Não queria coisa alguma que já veio programado desde quando nascemos, quando nos tornamos um ser, nada que aprendemos com o tudo. Queria apagar minha memória e formular todas a hipóteses possíveis pra uma coisa que ainda não é coisa alguma.
Queria esquecer o passado, nem sequer saber da existência do futuro. Fazer do presento o único tempo existente. Queria viver, naquele momento, só aquela minha existência.
Queria não ter sonhos, desfazer meus planos, sequer pensar nessas coisas. E começar a criar tudo para o nada. Concluir que “nada se cria, tudo se transforma” é a maior mentira já inventada, para assim compravar que a vida tem algum sentido e que pode nos levar a mais lugares além da incerteza.
E depois de formulada todas minhas hipótese e comprovado o que fosse preciso - mas só depois - voltar pra cá, como se nada tivesse acontecido...
O Homem (que queria ser) de Lugar Nenhum
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
...
“Sozinho. Estava perdido mais uma vez.”
“Era uma das luzes que irradiavam à minha presença. Sumiu.”
Tais frases me encabulavam num dia desses: na 3ª margem da existência, sorriam e não diziam nada. Muitos esqueciam; escutavam, mas não ouviam...
Gritos, urros, ilustríssimos mundos se vangloriavam. Vitoriosos? Não. Perdedores? Não... Mundos diferentes dos nossos... Mundos pertinentes, sustentados pela ostentação. Surrados, chutados, esquecidos. Mortos e vivos. Sumidos no tempo, finalistas da nossa era. Não existiam nem inexistiam. Pessoas inumanas, sem a coragem de ter o medo, imundos carniçais. Putrefatos batiam palmas, riam e ovacionavam um nome...
Lugar onde os encargos do escárnio traziam os sacrilégios mundanos. Progenitores de suas não-criação e suas não-coisa... Criados com subterfúgios massivos, quase paridos. Seguiam o chão até o chão, não encontravam - desencontravam.
Silenciosos, idiotas! Viveram e viverão, e, no final, só morrer-se-ão. Indignos da dignidade. Humildemente forçados às suas bizarrices, incapazes de alguma capacidade, perderam a força e a liberdade... Retificaram o anonimato, ratificaram a ignorância, perderam-se novamente no nada.
Projetaram e depois destruíram. Arrumaram e arruinaram. Sucessivamente, não se encaravam.
Perderam o nada, não o tinham. Transformaram-no em tudo. Desenrolavam o novelo vitalício, não ligavam pra hereditariedade.
Enfim, “desexistiam”. Mataram-se, mas não foram capazes de morrer. Não mais perguntavam-se sobre o prazer. Alienados, não indagaram o seu prazer...
Não proferiram seus planos, não se deparavam com seus encantos... Não faziam acontecer, não fazem o fazer... No fim... apenas mais um fim...
“Era uma das luzes que irradiavam à minha presença. Sumiu.”
Tais frases me encabulavam num dia desses: na 3ª margem da existência, sorriam e não diziam nada. Muitos esqueciam; escutavam, mas não ouviam...
Gritos, urros, ilustríssimos mundos se vangloriavam. Vitoriosos? Não. Perdedores? Não... Mundos diferentes dos nossos... Mundos pertinentes, sustentados pela ostentação. Surrados, chutados, esquecidos. Mortos e vivos. Sumidos no tempo, finalistas da nossa era. Não existiam nem inexistiam. Pessoas inumanas, sem a coragem de ter o medo, imundos carniçais. Putrefatos batiam palmas, riam e ovacionavam um nome...
Lugar onde os encargos do escárnio traziam os sacrilégios mundanos. Progenitores de suas não-criação e suas não-coisa... Criados com subterfúgios massivos, quase paridos. Seguiam o chão até o chão, não encontravam - desencontravam.
Silenciosos, idiotas! Viveram e viverão, e, no final, só morrer-se-ão. Indignos da dignidade. Humildemente forçados às suas bizarrices, incapazes de alguma capacidade, perderam a força e a liberdade... Retificaram o anonimato, ratificaram a ignorância, perderam-se novamente no nada.
Projetaram e depois destruíram. Arrumaram e arruinaram. Sucessivamente, não se encaravam.
Perderam o nada, não o tinham. Transformaram-no em tudo. Desenrolavam o novelo vitalício, não ligavam pra hereditariedade.
Enfim, “desexistiam”. Mataram-se, mas não foram capazes de morrer. Não mais perguntavam-se sobre o prazer. Alienados, não indagaram o seu prazer...
Não proferiram seus planos, não se deparavam com seus encantos... Não faziam acontecer, não fazem o fazer... No fim... apenas mais um fim...
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